Em novembro do ano passado, tomei uma decisão profissional inesperada para a maioria: sair de uma instituição financeira renomada, onde trabalhava há oito anos como Economista-Chefe, e migrar para um escritório de AAI (Agente Autônomo de Investimentos), onde as dificuldades são supostamente maiores. Muitas pessoas, incluindo alguns alunos, ainda perguntam sobre os motivos que me levaram à troca. Lembrando que o termo AAI foi substituído, recentemente, por AI (Assessor de Investimentos).

 

Como a explicação não é tão simples, pois também envolve critérios abstratos, resolvi escrever este texto para o blog, com o intuito de satisfazer a curiosidade alheia, além de jogar luz sobre uma temática que afeta aqueles da minha geração: depois de certa idade, devemos nos acomodar ou buscar novos desafios na carreira?

 

Em 2024, completo 37 anos como profissional de mercado financeiro. É incontestável que ele está cada dia mais sofisticado, pois, diante da verdadeira miríade de produtos disponíveis, os investidores se sentem órfãos de orientações adequadas para alocarem seus recursos.

 

O que quero dizer é que não vivemos mais naquelas priscas eras onde, na prateleira, as opções eram, basicamente, caderneta de poupança, CDBs e ações. Agora, além de investimentos, temos questões patrimoniais e sucessórias, que envolvem as famílias.

 

Hoje em dia, por uma série de razões que podemos elencar em outro artigo, os mais jovens estão em grande número nas mesas de operações. Avalio, contudo, que a maioria das pessoas físicas se sente pouco confortável de entregar seus recursos nas mãos dos menos calejados, uma vez que reveses aqui podem significar grandes perdas financeiras. É compreensível!

 

Explicando melhor, minha percepção é que elas desejam ter uma ajuda qualificada, porém experiente, que possa orientá-las na montagem de uma carteira diversificada, consistente e rentável. Ou seja, buscar bons retornos, condicionados ao risco. Todavia, essa tarefa não é trivial.

 

Vou, então, desenvolver o raciocínio que permeou minha decisão.

 

Inicialmente, defendo que o relacionamento entre o investidor e o AI não deva ser pautado única e exclusivamente por amizade. É claro que conhecer o escritório e seu assessor é importante, pois existe uma relação de confiança e a proximidade auxilia na comunicação transparente. Todavia, é preciso observar o nível de governança e compliance, predicados fundamentais nos tempos atuais.

 

Minha crença, contudo, é que a competência técnica dele deva ser o fator determinante na escolha. Prova disso é que, de uns anos para cá, a própria legislação passou a exigir certificações dos profissionais, para que eles se mostrem capacitados para exercerem as funções.

 

O ponto que defendo é que o espaço dos “ótimos” não pode ser ocupado pelos “bons”. Digo isso porque o AI desempenha (além de outros) um importantíssimo papel de educador e orientador financeiro, para que seu cliente possa compreender o que está lhe sendo sugerido, na busca dos seus objetivos, de acordo com seu perfil de suitability. Ou seja, essa capacidade de fornecer orientação especializada e educativa deve ser levada em consideração na hora do investidor escolher seu agente.

 

Outro aspecto é que, ao contrário de algumas plataformas de investimentos e dos grandes bancos, o AI faz um trabalho muito mais personalizado, adaptado às reais necessidades do investidor. Ele não será um cliente anônimo; somente mais um número como é comum. Será um Cliente!

 

Assim, diante dessas minhas convicções e das mudanças recentes das regras promovidas pela CVM, que favorecem a profissionalização do segmento, considerei adequado mudar. Quando chegamos aos 60 anos de idade, a tendência é nos acomodarmos e vem aquela história de nos levantarmos da cama todos os dias acreditando que o que você tinha que fazer na vida já foi feito, dando de ombros para novos desafios. Preferi arriscar!

 

Por fim, neste mundo dinâmico, totalmente cooptado pela onda da inteligência artificial, com as notícias pululando o dia inteiro na palma de sua mão, oferecer um serviço de qualidade, provido por profissionais competentes, que possam ajudar na tomada de decisão, me parece um diferencial importante, que agrega valor. Ao lembrar que fui um dos fundadores da Way Investimentos, em 2008, fiz como Rita Lee: “um belo dia resolvi mudar” e voltei.

 

Por Alexandre Espirito Santo, Economista e Prof. IBMEC-RJ

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